domingo, 3 de janeiro de 2016

Abastecimento comprometido

As precariedades no trafego rodoviário entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul começam a deixar prejuízos de abastecimento. Na capital o grande reflexo é a escassez da oferta de banana, especialmente a prata, muito cobiçada pelo sabor, sem falar de outros produtos como abacaxi, cupuaçu e abacate. Os caminhoneiros levam mercadoria para comercio atacadista e voltam com frutas, farinha, biscoitos e outros produtos da região para atender o mercado da capital.

Sob alegação de péssimas condições da BR-364 – buracos se atoleiros – os freteiros reajustaram o preço do quilo, elevando consequentemente o custo da mercadoria ao consumidor final.
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No mercado central uma dúzia de bananas, antes adquirida por R$2.00 agora não se encontra por menos de R$3,00. Outras frutas também sofreram reajuste na faixa de 50%. Se na capital é notório falta de frutas do Juruá, naquela região o desafio do abastecimento fica por conta do gás de cozinha.

FALTA DE GÁS

Desde o dia 28 que as empresas distribuidoras de gás de cozinha em Cruzeiro do Sul suspenderam o transporte do material, devido as novas normas estabelecidas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DENIT), em relação ao peso da carga transportada..

- Aqui o estoque já acabou na Maranata Gás. Tenho outro estabelecimento no bairro João Alves, mas que também já está faltando. Não pretendemos colocar os caminhões na estrada pois não compensa. Queremos o mesmo direito do pessoal do petróleo, diz Márcio Silva.
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Os revendedores precisam reduzir o número de botijas por carregamento, podendo levar a trazer em cada viagem apenas 250 botijas, o que antes chegava a 600. Os empresários consideram a medida desnecessária, sendo que os gastos vão aumentar e quem deve pagar a conta no final é o consumidor, com um preço mais elevado do produto

GOVERNO ACUSA PROBLEMA DE GESTÃO DO DENIT

No entender do governador Tião Viana o quase isolamento da BR-364 deve-se “a falta de gestão do Denit, pois conseguimos recursos de R$78 milhões para manutenção das BRs 364 e 317”. Faltou entendimento entre as empresas e o órgão controlador do serviço, além da falta de consciência dos empresários em quererem transportar com peso fora do limite, argumenta uma fonte do governo.
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No final de agosto o governo federal abriu crédito suplementar de R$78 milhões em favor do Ministério dos Transportes, objetivando bancar obras de manutenção de trechos rodoviários no Acre. O recurso veio de anulação parcial de dotações orçamentárias do Ministério destinada a outros projetos, como adequação de trecho rodoviário da BR-116/259/451, em Minas Gerais, e obras no acesso a Onda Verde na BR-153, em São Paulo.

As empresas que estavam no trecho executando serviços paliativos nas áreas mais criticas, recolheram as maquinas em novembro porque o Denit não pagou as medições estabelecidas em cronograma de desembolso.

A empresa Colorado, uma das cinco contratadas pelo Denit para oferecer manutenção a BR-364, trecho Tarauacá/Cruzeiro do Sul, desde a véspera do Natal que busca restabelecer o tráfego em 20km precários, próximo ao rio Acuraua. O empresário Link, proprietário da empresa, levou duas patrulhas e diz que o grande desafio é solidificar a compactação, devido o inverno rigoroso que castiga a região.

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