As precariedades no trafego rodoviário
entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul começam a deixar prejuízos de
abastecimento. Na capital o grande reflexo é a escassez da oferta de
banana, especialmente a prata, muito cobiçada pelo sabor, sem falar de
outros produtos como abacaxi, cupuaçu e abacate. Os caminhoneiros levam
mercadoria para comercio atacadista e voltam com frutas, farinha,
biscoitos e outros produtos da região para atender o mercado da capital.
Sob alegação de péssimas condições da
BR-364 – buracos se atoleiros – os freteiros reajustaram o preço do
quilo, elevando consequentemente o custo da mercadoria ao consumidor
final.
No mercado central uma dúzia de bananas,
antes adquirida por R$2.00 agora não se encontra por menos de R$3,00.
Outras frutas também sofreram reajuste na faixa de 50%. Se na capital é
notório falta de frutas do Juruá, naquela região o desafio do
abastecimento fica por conta do gás de cozinha.
FALTA DE GÁS
Desde o dia 28 que as empresas
distribuidoras de gás de cozinha em Cruzeiro do Sul suspenderam o
transporte do material, devido as novas normas estabelecidas pelo
Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DENIT), em relação
ao peso da carga transportada..
- Aqui o estoque já acabou na Maranata
Gás. Tenho outro estabelecimento no bairro João Alves, mas que também já
está faltando. Não pretendemos colocar os caminhões na estrada pois não
compensa. Queremos o mesmo direito do pessoal do petróleo, diz Márcio
Silva.
Os revendedores precisam reduzir o
número de botijas por carregamento, podendo levar a trazer em cada
viagem apenas 250 botijas, o que antes chegava a 600. Os empresários
consideram a medida desnecessária, sendo que os gastos vão aumentar e
quem deve pagar a conta no final é o consumidor, com um preço mais
elevado do produto
GOVERNO ACUSA PROBLEMA DE GESTÃO DO DENIT
No entender do governador Tião Viana o
quase isolamento da BR-364 deve-se “a falta de gestão do Denit, pois
conseguimos recursos de R$78 milhões para manutenção das BRs 364 e 317”.
Faltou entendimento entre as empresas e o órgão controlador do serviço,
além da falta de consciência dos empresários em quererem transportar
com peso fora do limite, argumenta uma fonte do governo.
No final de agosto o governo federal
abriu crédito suplementar de R$78 milhões em favor do Ministério dos
Transportes, objetivando bancar obras de manutenção de trechos
rodoviários no Acre. O recurso veio de anulação parcial de dotações
orçamentárias do Ministério destinada a outros projetos, como adequação
de trecho rodoviário da BR-116/259/451, em Minas Gerais, e obras no
acesso a Onda Verde na BR-153, em São Paulo.
As empresas que estavam no trecho
executando serviços paliativos nas áreas mais criticas, recolheram as
maquinas em novembro porque o Denit não pagou as medições estabelecidas
em cronograma de desembolso.
A empresa Colorado, uma das cinco
contratadas pelo Denit para oferecer manutenção a BR-364, trecho
Tarauacá/Cruzeiro do Sul, desde a véspera do Natal que busca
restabelecer o tráfego em 20km precários, próximo ao rio Acuraua. O
empresário Link, proprietário da empresa, levou duas patrulhas e diz que
o grande desafio é solidificar a compactação, devido o inverno rigoroso
que castiga a região.
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