domingo, 3 de janeiro de 2016

Prefeitura de Assis Brasil não paga empréstimos de servidores e Caixa cancela contrato

A Agência da Caixa Econômica Federal de Assis Brasil reincidiu o contrato de empréstimos consignados com a Prefeitura Municipal por atraso de até nove meses nos repasses. Uma audiência pública foi realizada nesta terça-feira (08) na Câmara de Vereadores para discutir a situação que pode, inclusive, provocar o fechamento da agência da CEF na cidade.

Além dos vereadores do município, também participaram da audiência o promotor de justiça Ildon Maximiano, o gerente da CEF em Assis Brasil, a presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Vanderléia Araujo, a Presidente do Sinteac/Assis Brasil, Tânia Maria, além de servidores da saúde, educação e administração.

O prefeito da cidade, Humberto Filho (PSDB), não compareceu ao evento e foi representado pela Secretária de Finanças e pelo contador da Prefeitura.

Durante sua explanação, o gerente da CEF de Assis Brasil revelou que esgotou todas as possibilidades de negociação com a Prefeitura em relação ao não pagamento dos valores descontados de 268 servidores.

“Sempre busquei o diálogo com a Prefeitura na intenção de resolver o problema em questão. Infelizmente a situação chegou ao extremo e tivemos que ajuizar a causa e cancelar o contrato com a Prefeitura deste município”, afirmou.

Ainda segundo o gerente da CEF todos os empréstimos consignados serão cobrados pela própria agência, não sendo descontados em folha de pagamento. Isso começa a valer já para o mês de agosto e significa que a Prefeitura deve depositar o salário completo na conta de cada servidor.

A presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Vanderléia Araújo, lembrou que o prejuízo já é grande para todos os servidores que possuem empréstimos.

“Além de muitos servidores estarem sendo constrangidos vendo seus nomes no SPC e SERASA, agora não podemos mais contar com essa linha de crédito que oferece a melhor taxa de juros para os funcionários. Tudo isso porque a prefeitura permitiu que o contrato fosse cancelado por não cumprir com o seu dever. Quem paga a conta somos nós servidores desta prefeitura”, desabafou.

O promotor de justiça Ildon Maximiano questionou os representantes da Prefeitura sobre a falta de documentos e pediu mais detalhes sobre as questões levantadas. 

“Não basta dizer que falta dinheiro, tem que provar. Aqui vejo uma discussão sem documentos que comprovem as falas, que sustentem as acusações e defesas”, disse.

O promotor sugeriu uma nova audiência com todos os dados financeiros da Prefeitura, além de requerimentos e pedidos de informações supostamente negados à Câmara Municipal.

Todos os presentes concordaram com uma nova audiência pública marcada para o final do mês de setembro.

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