A Agência da Caixa Econômica
Federal de Assis Brasil reincidiu o contrato de empréstimos consignados com a
Prefeitura Municipal por atraso de até nove meses nos repasses. Uma audiência pública
foi realizada nesta terça-feira (08) na Câmara de Vereadores para discutir a
situação que pode, inclusive, provocar o fechamento da agência da CEF na
cidade.
Além dos vereadores do município,
também participaram da audiência o promotor de justiça Ildon Maximiano, o
gerente da CEF em Assis Brasil, a presidente do Sindicato dos Servidores
Municipais, Vanderléia Araujo, a Presidente do Sinteac/Assis Brasil, Tânia
Maria, além de servidores da saúde, educação e administração.
O prefeito da cidade, Humberto
Filho (PSDB), não compareceu ao evento e foi representado pela Secretária de
Finanças e pelo contador da Prefeitura.
Durante sua explanação, o gerente
da CEF de Assis Brasil revelou que esgotou todas as possibilidades de
negociação com a Prefeitura em relação ao não pagamento dos valores descontados
de 268 servidores.
“Sempre busquei o diálogo com a
Prefeitura na intenção de resolver o problema em questão. Infelizmente a
situação chegou ao extremo e tivemos que ajuizar a causa e cancelar o contrato
com a Prefeitura deste município”, afirmou.
Ainda segundo o gerente da CEF
todos os empréstimos consignados serão cobrados pela própria agência, não sendo
descontados em folha de pagamento. Isso começa a valer já para o mês de agosto
e significa que a Prefeitura deve depositar o salário completo na conta de cada
servidor.
A presidente do Sindicato dos
Servidores Municipais, Vanderléia Araújo, lembrou que o prejuízo já é grande
para todos os servidores que possuem empréstimos.
“Além de muitos servidores
estarem sendo constrangidos vendo seus nomes no SPC e SERASA, agora não podemos
mais contar com essa linha de crédito que oferece a melhor taxa de juros para
os funcionários. Tudo isso porque a prefeitura permitiu que o contrato fosse
cancelado por não cumprir com o seu dever. Quem paga a conta somos nós
servidores desta prefeitura”, desabafou.
O promotor de justiça Ildon
Maximiano questionou os representantes da Prefeitura sobre a falta de
documentos e pediu mais detalhes sobre as questões levantadas.
“Não basta dizer que falta
dinheiro, tem que provar. Aqui vejo uma discussão sem documentos que comprovem
as falas, que sustentem as acusações e defesas”, disse.
O promotor sugeriu uma nova audiência
com todos os dados financeiros da Prefeitura, além de requerimentos e pedidos
de informações supostamente negados à Câmara Municipal.
Todos os presentes concordaram
com uma nova audiência pública marcada para o final do mês de setembro.
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